
A dor (algumas vezes ardência) é descrita como profunda e localizada na região retropatelar.O sintoma mais comum é a dor atrás da patela, especialmente nas subidas ou durante longos percursos com pedaladas lentas. Pode ser sentida, por exemplo, ao subir e descer escadas, em atividades prolongadas, após ficar muito tempo com os joelhos flexionados e ao agachar-se. Ainda, é possível que ocorra crepitação e estalos, muitas vezes audíveis, além de edema e derrame intra-articular, ocasionados pelo acúmulo excessivo de líquido sinovial formado no processo inflamatório.
Algumas pessoas têm predisposição a apresentar a lesão devido ao desalinhamento da patela, ao invés da patela percorrer o “trilho” formado pelos côndilos do fêmur na flexão e extensão, ela tende a deslocar-se para as laterais, aumentando o atrito entre os dois ossos. A posição da patela de forma mais alta que o normal também são fatores predisponentes. As mulheres costumam ser mais susceptíveis a tal lesão pois, em geral, possuem o quadril mais largo. Ocorre prioritariamente em atividades como balé, corridas, ciclismo, voleibol, etc.
Acredita-se que a causa seja relacionada a fatores anatômicos, histológicos e fisiológicos que podem resultar em um enfraquecimento e amolecimento da cartilagem envolvida. Assim como as alterações de alinhamento da patela, que excursiona fora do local adequado, ocasionando atrito entre sua superfície articular e a superfície articular do fêmur, desse modo provocando “desgaste”. Tais alterações de alinhamento muitas vezes estão relacionadas à desequilíbrios da musculatura do quadríceps como atrofias, hipotrofias e encurtamentos musculares; variações anatômicas tanto do fêmur como da patela.
Um fator muito comum são os relacionados aos microtraumatismos de repetição, traumas crônicos por fricção entre a patela e o sulco patelar do fêmur, bastante comuns em esportes de impacto (futebol, vôlei, ciclismo, tênis, corrida, basquete, …) por força excessiva na região ou choques. Deve ainda ser citada a chamada causa idiopática, quando não são identificadas alterações anatômicas que justifiquem o desenvolvimento da doença. As alterações do ângulo Q do joelho – tendão do quadríceps femoral, ligamento patelar – conduz a um desvio patelar lateral pelo resultante dos vetores de força da espinha ilíaca ântero-superior e do terço superior da tíbia. Uma diminuição desse ângulo resultará em um desvio medial patelar, além de intensificar a compressão patelo-femoral. O Entorse de tornozelo por inversão também pode estar relacionado. Devido aos movimentos de flexâo-plantar, supinaçâo e adução se dá uma anteriorização do tálus e da tíbia, resultando em uma anteriorização da fíbula e então em uma tensão do bíceps femoral. Assim, ocorre um estiramento reflexo no músculo quadríceps femoral, aumentando o atrito fêmur-patelar.
Um fator muito comum são os relacionados aos microtraumatismos de repetição, traumas crônicos por fricção entre a patela e o sulco patelar do fêmur, bastante comuns em esportes de impacto (futebol, vôlei, ciclismo, tênis, corrida, basquete, …) por força excessiva na região ou choques. Deve ainda ser citada a chamada causa idiopática, quando não são identificadas alterações anatômicas que justifiquem o desenvolvimento da doença. As alterações do ângulo Q do joelho – tendão do quadríceps femoral, ligamento patelar – conduz a um desvio patelar lateral pelo resultante dos vetores de força da espinha ilíaca ântero-superior e do terço superior da tíbia. Uma diminuição desse ângulo resultará em um desvio medial patelar, além de intensificar a compressão patelo-femoral. O Entorse de tornozelo por inversão também pode estar relacionado. Devido aos movimentos de flexâo-plantar, supinaçâo e adução se dá uma anteriorização do tálus e da tíbia, resultando em uma anteriorização da fíbula e então em uma tensão do bíceps femoral. Assim, ocorre um estiramento reflexo no músculo quadríceps femoral, aumentando o atrito fêmur-patelar.
A condromalácia patelar pode ser classificada de acordo com o grau de deterioração, segundo Outerbridge (1961):
GRAU I : amolecimento da cartilagem e edemas
GRAU II : fragmentação e fissura da cartilagem em uma área menor ou igual à proximadamente 1,5 cm
GRAU III: fragmentação e fissura da cartilagem em uma área maior ou igual à aproximadamente 1,5 cm
GRAU IV: erosão ou perda da cartilagem articular com exposição do osso subcondral
GRAU II : fragmentação e fissura da cartilagem em uma área menor ou igual à proximadamente 1,5 cm
GRAU III: fragmentação e fissura da cartilagem em uma área maior ou igual à aproximadamente 1,5 cm
GRAU IV: erosão ou perda da cartilagem articular com exposição do osso subcondral
Não há um protocolo rígido de tratamento. É importante analisar o grau da lesão adquirida e se direcionar às causas, sempre tentando reequilibrar o alinhamento da patela, inicialmente através de tratamento fisioterápico, podendo associar a métodos analgésicos e antiinflamatórios. A perda de peso, em determinados casos, pode ser recomendada para diminuir o estresse sobre a articulação patelofemural. Em casos graves muitas vezes é necessário tratamento cirúrgico, em que procedimentos combinados para tratamento do alinhamento patelar e tratamento da lesão da cartilagem podem ser realizados por via “aberta”, artroscópica (vídeo) ou mesmo combinada.
Causas, incidência e fatores de risco
Acredita-se que a causa da condromalacia patelar que se apresenta nos adolescentes ou nos adultos jovens, com maior freqüência entre as mulheres, está relacionada com o uso excessivo, trauma e/ou esforço anormais do joelho. Um grande número dos adolescentes afetado apresenta um alinhamento anormal do joelho.
A condromalacia patelar também pode refletir artrite da patela que geralmente se observa em indivíduos de idade avançada.
Os pacientes que previamente sofreram luxação, fratura ou outro trauma na patela tem maior probabilidade de ter esse problema.
O uso excessivo de salto alto também pode ajudar na deterioração da cartilagem da patela.
Encurtamento do quadríceps femoral pode causar uma maior tensão na patela e mesmo com um alinhamento normal pode haver uma degeneração da cartilagem, um simples alongamento pode ajudar nesses casos.
Sintomas
Sinais e exames
- Sensibilidade do joelho.
- Dor de joelho, na parte frontal que piora depois de ficar sentado por muito tempo.
- Dor de joelho que piora ao subir escadas ou ao se levantar de uma cadeira.
- Sensação de fricção quando se estende o joelho.
O médico faz o exame físico. O joelho pode estar sensível e levemente inchada, é possível que a patela não esteja alinhada apropriadamente com a diáfise distal do fêmur (osso da coxa).
Quando o joelho se estende partindo de uma flexão completa, pode-se sentir uma sensação de fricção de baixo da patela e quando o joelho fica estendido e se comprime a patela sente-se dor.
O raio X é na maioria das vezes normal, ainda que uma vista mais criteriosa pode mostrar sinais de artrite.
Tratamento
Para aliviar a dor, pode se ter algum efeito com repouso ou com a imobilização da articulação afetada, assim como a administração de medicamentos antiinflamatórios não esteróides. A fisioterapia deve ajudar principalmente no fortalecimento do quadríceps e alongamento dos isquiotibiais. Se o problema for por encurtamento do quadríceps, essa musculatura deve ser alongada.
Deve-se limitar a prática de esportes e outras atividades extenuantes até que a dor tenha passado. Também se deve evitar as atividades que aumentam a dor no joelho, como o agachamento profundo ou o uso de salto alto.
A cirurgia é benéfica se existir desalinhamento da patela que não sejam reversíveis com a fisioterapia. A cirurgia pode ser com artroscopia (com o uso de uma câmera, permitindo uma incisão menor) ou aberta, dependendo da natureza do desalinhamento.
A acupuntura também mostra bons resultados no tratamento e no alívio da dor, mas lembre-se que é extremamente importante saber o mecanismo que causou a Condromalacia e elimina-lo, isso garantirá que o problema não volte.
Prognóstico
A condromalacia patelar geralmente melhora com a terapia e com a administração de medicamentos antiinflamatórios não esteróides. Há êxito de 90% das cirurgias, mesmo sendo poucas pessoas que realmente necessitam.
Complicações
A primeira complicação é a não eficácia do tratamento para alívio da dor.
Quando a cirurgia é necessária, algumas das complicações são:
Situações que requerem assistência médica
- Infecção.
- Alivio da dor ineficaz.
- Piora do quadro.
Deve-se consultar um médico se a pessoa apresentar os sintomas da condromalacia.
Prevenção
Deve-se evitar os traumas e os esforços excessivos com o joelho. A musculatura da coxa deve ser forte e bem alongada, principalmente o quadríceps e os isquiotibiais. Deve ser evitado o uso excessivo de salto alto.
Fonte: Redação do Saúde em Movimento
http://www.saudeemmovimento.com.br/
Cada um dos joelhos possui duas pequenas estruturas em forma de disco chamadas meniscos. São eles que permitem que os ossos se articulem, garantam a estabilidade do joelho e absorvam os impactos. Com os anos, os meniscos passam por um processo degenerativo, decorrente do envelhecimento e de seqüelas traumáticas ou inflamatórias.
"São raros os casos de lesão meniscal durante a infância, começando a ocorrer no final da adolescência e com maior probabilidade de ruptura após os 60 anos. Isto se deve ao desgaste do menisco, ao longo dos anos, e acontece por esforço repetitivo (excesso de uso do joelho), torção ou mau alinhamento do joelho. A dor persistente é o principal sintoma do rompimento do menisco que também causa limitação do movimento, estalos ou outros barulhos, e a necessidade de mancar ao andar", informa o ortopedista Marcello Ganem Serrão.
Para pacientes acima de sessenta anos, a melhor forma de prevenção é a atividade física constante, para fortalecer os músculos em volta do joelho, e evitar locais propícios a quedas como terrenos acidentados, pisos escorregadios ou com tapetes. Ao sofrer uma queda seguida de dor constante, o paciente deve logo procurar um especialista que, através de uma ressonância magnética ou manobras específicas na articulação, avaliará se houve ruptura. A maioria dos casos é de lesão leve e o tratamento conservador, com o uso de antiflamatórios e fisioterapia, é sempre a melhor alternativa. Com este tratamento, a cicatrização da lesão pode ocorrer de 30 a 60 dias. As cirurgias só são indicadas em casos mais graves, quando não é possível regenerar o menisco, o que ocorre com menos freqüência. Em casos de pacientes com artrose, a lesão meniscal deve ser rapidamente tratada para que não acelere o processo da artrose.
http://www.drashirleydecampos.com.br/
Meniscos: operar nem sempre é a solução
Para quem teve uma lesão, as cirurgias estão cada vez mais precisas. Mas, no caso do desgaste natural, operar pode não fazer diferença.
Os meniscos funcionam como amortecedores dos joelhos. Ficam entre os dois maiores ossos do nosso esqueleto, a tíbia e o fêmur, e auxiliam para que o contato deles aconteça sem atrito. Também protegem a cartilagem que recobre esses ossos e não têm capacidade de regeneração. Mas essas importantes estruturas são sensíveis: se submetidos a uma carga excessiva ou, pior, a torções e movimentos bruscos, os meniscos podem se romper. Nos mais jovens essa estrutura é rica em água, que vai diminuindo ao longo da vida. A idade também desgasta essa parte do joelho, deixando-a mais seca e quebradiça. Resultado: problemas nos meniscos são comuns entre esportistas – sobretudo aqueles submetidos a viradas súbitas, como jogadores de tênis e futebol – e entre pessoas mais velhas.
Assim como a origem do problema varia, também sua solução tem abordagens distintas. Para quem teve uma lesão, as cirurgias – chamadas artroscopias – estão cada vez mais precisas. Mas, no caso do desgaste natural do menisco provocado pela osteoartrose, operar ou não pode ter o mesmo resultado, já que a intervenção não altera o rumo da degeneração. Foi o que demonstrou um trabalho realizado com pacientes canadenses com osteoartrose do joelho e publicado no New England Journal of Medicine. A pesquisa mostrou que havia um excesso de indicação de artroscopias para esse tipo de paciente. Ficou claro que o melhor procedimento seria não mexer na região, tratando o joelho com fisioterapia e analgesia sempre que necessário, já que a dor permanece com ou sem a cirurgia.
Estudo mostrou que, no caso do desgaste natural do menisco, operar ou não pode ter o mesmo resultado, pois a intervenção não altera o rumo da degeneração.
Se para o desgaste natural há poucas saídas, o mesmo não pode ser dito para os problemas ocasionados por lesões. Décadas atrás, a remoção dos meniscos era o procedimento mais aplicado, opção que aposentou atletas promissores antes da hora. Tirar os meniscos significa expor a cartilagem e os ossos da região, levando a um doloroso processo degenerativo – a mesma osteoartrose que pode vir com a idade avançada. A evolução da artroscopia, intervenção minimamente invasiva, praticamente eliminou essa solução radical. Hoje, procura-se manter ao máximo as estruturas da região, fazendo uma ressecção parcial ou uma sutura, dependendo do caso.
Mesmo assim, ainda não se chegou a um resultado satisfatório para restaurar a área perdida do menisco. O transplante é uma solução viável em casos muito específicos e que depende da (rara) disponibilidade de material. A solução pode estar na engenharia de tecidos, pois se acredita que, em breve, novos materiais que reproduzem as funções mecânicas dos meniscos poderão ser implantados para recuperar áreas lesionadas. Várias pesquisas envolvendo culturas de células e matrizes sintéticas e biológicas, uma delas usa colágeno retirado de tendão bovino, por exemplo, estão acontecendo em diferentes centros de ponta em todo o mundo, inclusive no Brasil. A julgar pela velocidade dos avanços nessa área, uma novidade tecnológica não deve demorar.
http://www.einstein.br/
As tendinites estão apresentadas em capítulo próprio. O mecanismo que se caracteriza por ser mais freqüente na produção da tendinite é o desgaste que ocorre devido ao uso continuado ou exagerado dos tendões. Há minúsculas rupturas das fibras que compõem os tendões, levando a reação inflamatória local e cicatrização. A repetição do evento pode levar a "rasgões" nos tendões com variadas repercussões clínicas.
Nos joelhos, mais freqüente vê-se a tendinite anserina. Localiza-se na parte interna da perna e leva este nome devido à forma anatômica dos tendões que aí se inserem, semelhante a uma pata de ganso.
É uma causa bastante encontrada de joelho seco doloroso (periartrite seca de joelho). Pode haver discreto edema localizado. Quando houver edema intenso, deve-se pensar em outras causas, tais como gota, artrite reumatóide e infecção.
As doenças assinaladas com (**) estão apresentadas em artigos, na seção de ortopedia desse site.
Sinovite vilo-nodular é rara. É uma doença em que há crescimento anormal benigno (não é câncer) da membrana sinovial. O diagnóstico é feito por meio de ressonância magnética ou biópsia.
Osteoartrite somente provoca edema articular em fase avançada. Leia mais sobre osteoartrite em artigo específico nesse site.
http://www.abcdasaude.com.br/
Desgaste no menisco
"São raros os casos de lesão meniscal durante a infância, começando a ocorrer no final da adolescência e com maior probabilidade de ruptura após os 60 anos. Isto se deve ao desgaste do menisco, ao longo dos anos, e acontece por esforço repetitivo (excesso de uso do joelho), torção ou mau alinhamento do joelho. A dor persistente é o principal sintoma do rompimento do menisco que também causa limitação do movimento, estalos ou outros barulhos, e a necessidade de mancar ao andar", informa o ortopedista Marcello Ganem Serrão.
Para pacientes acima de sessenta anos, a melhor forma de prevenção é a atividade física constante, para fortalecer os músculos em volta do joelho, e evitar locais propícios a quedas como terrenos acidentados, pisos escorregadios ou com tapetes. Ao sofrer uma queda seguida de dor constante, o paciente deve logo procurar um especialista que, através de uma ressonância magnética ou manobras específicas na articulação, avaliará se houve ruptura. A maioria dos casos é de lesão leve e o tratamento conservador, com o uso de antiflamatórios e fisioterapia, é sempre a melhor alternativa. Com este tratamento, a cicatrização da lesão pode ocorrer de 30 a 60 dias. As cirurgias só são indicadas em casos mais graves, quando não é possível regenerar o menisco, o que ocorre com menos freqüência. Em casos de pacientes com artrose, a lesão meniscal deve ser rapidamente tratada para que não acelere o processo da artrose.
http://www.drashirleydecampos.com.br/
Meniscos: operar nem sempre é a solução
Para quem teve uma lesão, as cirurgias estão cada vez mais precisas. Mas, no caso do desgaste natural, operar pode não fazer diferença.
Os meniscos funcionam como amortecedores dos joelhos. Ficam entre os dois maiores ossos do nosso esqueleto, a tíbia e o fêmur, e auxiliam para que o contato deles aconteça sem atrito. Também protegem a cartilagem que recobre esses ossos e não têm capacidade de regeneração. Mas essas importantes estruturas são sensíveis: se submetidos a uma carga excessiva ou, pior, a torções e movimentos bruscos, os meniscos podem se romper. Nos mais jovens essa estrutura é rica em água, que vai diminuindo ao longo da vida. A idade também desgasta essa parte do joelho, deixando-a mais seca e quebradiça. Resultado: problemas nos meniscos são comuns entre esportistas – sobretudo aqueles submetidos a viradas súbitas, como jogadores de tênis e futebol – e entre pessoas mais velhas.
Assim como a origem do problema varia, também sua solução tem abordagens distintas. Para quem teve uma lesão, as cirurgias – chamadas artroscopias – estão cada vez mais precisas. Mas, no caso do desgaste natural do menisco provocado pela osteoartrose, operar ou não pode ter o mesmo resultado, já que a intervenção não altera o rumo da degeneração. Foi o que demonstrou um trabalho realizado com pacientes canadenses com osteoartrose do joelho e publicado no New England Journal of Medicine. A pesquisa mostrou que havia um excesso de indicação de artroscopias para esse tipo de paciente. Ficou claro que o melhor procedimento seria não mexer na região, tratando o joelho com fisioterapia e analgesia sempre que necessário, já que a dor permanece com ou sem a cirurgia.
Estudo mostrou que, no caso do desgaste natural do menisco, operar ou não pode ter o mesmo resultado, pois a intervenção não altera o rumo da degeneração.
Se para o desgaste natural há poucas saídas, o mesmo não pode ser dito para os problemas ocasionados por lesões. Décadas atrás, a remoção dos meniscos era o procedimento mais aplicado, opção que aposentou atletas promissores antes da hora. Tirar os meniscos significa expor a cartilagem e os ossos da região, levando a um doloroso processo degenerativo – a mesma osteoartrose que pode vir com a idade avançada. A evolução da artroscopia, intervenção minimamente invasiva, praticamente eliminou essa solução radical. Hoje, procura-se manter ao máximo as estruturas da região, fazendo uma ressecção parcial ou uma sutura, dependendo do caso.
Mesmo assim, ainda não se chegou a um resultado satisfatório para restaurar a área perdida do menisco. O transplante é uma solução viável em casos muito específicos e que depende da (rara) disponibilidade de material. A solução pode estar na engenharia de tecidos, pois se acredita que, em breve, novos materiais que reproduzem as funções mecânicas dos meniscos poderão ser implantados para recuperar áreas lesionadas. Várias pesquisas envolvendo culturas de células e matrizes sintéticas e biológicas, uma delas usa colágeno retirado de tendão bovino, por exemplo, estão acontecendo em diferentes centros de ponta em todo o mundo, inclusive no Brasil. A julgar pela velocidade dos avanços nessa área, uma novidade tecnológica não deve demorar.
http://www.einstein.br/
As tendinites estão apresentadas em capítulo próprio. O mecanismo que se caracteriza por ser mais freqüente na produção da tendinite é o desgaste que ocorre devido ao uso continuado ou exagerado dos tendões. Há minúsculas rupturas das fibras que compõem os tendões, levando a reação inflamatória local e cicatrização. A repetição do evento pode levar a "rasgões" nos tendões com variadas repercussões clínicas.
Nos joelhos, mais freqüente vê-se a tendinite anserina. Localiza-se na parte interna da perna e leva este nome devido à forma anatômica dos tendões que aí se inserem, semelhante a uma pata de ganso.
É uma causa bastante encontrada de joelho seco doloroso (periartrite seca de joelho). Pode haver discreto edema localizado. Quando houver edema intenso, deve-se pensar em outras causas, tais como gota, artrite reumatóide e infecção.
As doenças assinaladas com (**) estão apresentadas em artigos, na seção de ortopedia desse site.
Sinovite vilo-nodular é rara. É uma doença em que há crescimento anormal benigno (não é câncer) da membrana sinovial. O diagnóstico é feito por meio de ressonância magnética ou biópsia.
Osteoartrite somente provoca edema articular em fase avançada. Leia mais sobre osteoartrite em artigo específico nesse site.
http://www.abcdasaude.com.br/
Desgaste no menisco
Os meniscos funcionam como amortecedores dos joelhos. Ficam entre os dois maiores ossos do nosso esqueleto, a tíbia e o fêmur, e auxiliam para que o contato deles aconteça sem atrito. Também protegem a cartilagem que recobre esses ossos e não têm capacidade de regeneração. Mas essas importantes estruturas são sensíveis: se submetidos a uma carga excessiva ou, pior, a torções e movimentos bruscos, os meniscos podem se romper. Nos mais jovens essa estrutura é rica em água, que vai diminuindo ao longo da vida. A idade também desgasta essa parte do joelho, deixando-a mais seca e quebradiça. Resultado: problemas nos meniscos são comuns entre esportistas – sobretudo aqueles submetidos a viradas súbitas, como jogadores de tênis e futebol – e entre pessoas mais velhas.
Assim como a origem do problema varia, também sua solução tem abordagens distintas. Para quem teve uma lesão, as cirurgias – chamadas artroscopias – estão cada vez mais precisas. Mas, no caso do desgaste natural do menisco provocado pela osteoartrose, operar ou não pode ter o mesmo resultado, já que a intervenção não altera o rumo da degeneração. Foi o que demonstrou um trabalho realizado com pacientes canadenses com osteoartrose do joelho e publicado no New England Journal of Medicine. A pesquisa mostrou que havia um excesso de indicação de artroscopias para esse tipo de paciente. Ficou claro que o melhor procedimento seria não mexer na região, tratando o joelho com fisioterapia e analgesia sempre que necessário, já que a dor permanece com ou sem a cirurgia.
Se para o desgaste natural há poucas saídas, o mesmo não pode ser dito para os problemas ocasionados por lesões. Décadas atrás, a remoção dos meniscos era o procedimento mais aplicado, opção que aposentou atletas promissores antes da hora. Tirar os meniscos significa expor a cartilagem e os ossos da região, levando a um doloroso processo degenerativo – a mesma osteoartrose que pode vir com a idade avançada. A evolução da artroscopia, intervenção minimamente invasiva, praticamente eliminou essa solução radical. Hoje, procura-se manter ao máximo as estruturas da região, fazendo uma ressecção parcial ou uma sutura, dependendo do caso.
Estudo mostrou que, no caso do desgaste natural do menisco, operar ou não pode ter o mesmo resultado, pois a intervenção não altera o rumo da degeneração.
Mesmo assim, ainda não se chegou a um resultado satisfatório para restaurar a área perdida do menisco. O transplante é uma solução viável em casos muito específicos e que depende da (rara) disponibilidade de material. A solução pode estar na engenharia de tecidos, pois se acredita que, em breve, novos materiais que reproduzem as funções mecânicas dos meniscos poderão ser implantados para recuperar áreas lesionadas. Várias pesquisas envolvendo culturas de células e matrizes sintéticas e biológicas, uma delas usa colágeno retirado de tendão bovino, por exemplo, estão acontecendo em diferentes centros de ponta em todo o mundo, inclusive no Brasil. A julgar pela velocidade dos avanços nessa área, uma novidade tecnológica não deve demorar.
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